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abril 08, 2012

Regulamentação da profissão de Designer

 Segundo a divulgação feita no site da ADG Brasil (Associação dos Designers Gráficos do Brasil):
Profissionais e estudantes de design acompanharam a sessão de 28.03.2012 da CTASP – Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público na qual foi aprovado o projeto de lei 1391/2011 que regulamenta a profissão de Designer.
A próxima etapa é o projeto ser encaminhado a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania – CCJC para apreciação e votação, e em seguida para a sanção da Presidente da República Dilma Rousseff.
Desde a semana passada, uma comissão de designers vinha se reunindo com os assessores dos deputados Roberto Santiago (PSD/SP), Efraim Filho (DEM/PB), Penna (PV/SP), Sandro Mabel (PMDB/GO) e Assis Melo (PCdoB/RS) para estudar as modificações a serem feitas no projeto de lei que não apenas garantisse sua aprovação na CTASP como também facilitasse seu trâmite na CCJ.
O relator do projeto Deputado Efraim Filho redigindo as propostas de modificação no projeto de lei
O relator do projeto Deputado Efraim Filho redigindo as propostas de modificação no projeto de lei
O relator Efraim Filho apresentou verbalmente as modificações feitas em comum acordo com os gabinetes dos deputados que haviam pedido vista (revisão) do projeto de lei, apoiado pelos aplausos dos manifestantes reconhecidos pelas camisetas amarelas produzidas pela Adegraf e distribuindo adesivos ‘Regulamentem o Designer Já!’ entre os parlamentares.
Bruno Porto e a Deputada Flavia Morais
Bruno Porto e a Deputada Flavia Morais
Deputados Walney Rocha e Sandro Mabel apoiando a regulamentação do designer
Deputados Walney Rocha e Sandro Mabel apoiando a regulamentação do designer
Após uma série de contrapropostas e debates, o projeto de lei foi aprovado por unanimidade com duas pequenas modificações no projeto original: o registro, controle e fiscalização não são descritos mais sob a responsabilidade de conselhos federal e regional a serem criados (que não estavam, nem poderiam estar, detalhados no projeto) e sim do Ministério do Trabalho; e fica assegurado o exercício da profissão aqueles que o comprovarem por um período superior a 3 anos (e não mais a 5).
O presidente da CTASP deputado Sebastião Bala Rocha (PDT/AP) conduziu a votação após ouvir questionamentos e depoimentos de apoio dos deputados Jorge Corte Real e Silvio Costa (PTB/PE), Walney Rocha (PTB/RJ), Gorete Pereira (PR/CE) e Flávia Morais (PDT/GO), e após a aprovação desejou boa sorte aos designers rumo a CCJC.
A mobilização da classe nas redes sociais, entidades profissionais e instituições de ensino foi essencial para esta primeira vitória.
O presidente da CTASP deputado Sebastião Bala Rocha desejando boa sorte aos designers rumo a CCJC
O presidente da CTASP deputado Sebastião Bala Rocha desejando boa sorte aos designers rumo a CCJC
Mas afinal de contas, porque regulamentar? Segundo o dicionário, regulamentar significa regular, estabelecer normas.
 Segundo material divulgado pela ADEGRAF (Associação dos Designers Gráficos):
Existem mais de 50 profissões regulamentadas no Brasil. Além das profissões como engenheiro, arquiteto, dentista, médico, advogado, psicológo, professor, economista, empregado doméstico, já são regulamentados os músicos, publicitários, artistas (teatro), jornalistas, tecnólogos, leiloeiros, entre outros. Porque não os designers?
Algumas justificativas a favor da regulamentação apresentadas pela ADEGRAF:
  • Existimos como profissão há mais de 40 anos
  • A profissão de Desenhista Industrial é reconhecida pelo governo (Imposto de Renda e Cadastro Nacional de Ocupações)
  • O Governo reconhece a necessidade de formação superior em design para que possam ser contratados após aprovação em concurso público
  • Temos uma estimativa de mais de 30.000 profissionais formados (CENSO MEC 2003)
  • Não podemos participar de concorrências públicas (Licitações – Lei 8.666)
  • Não assinamos nossos projetos (por não ser regulamentado o designer não é tecnicamente responsável pelo que produz)
  • Não temos plano de carreira (PCS)
  • Não somos fiscalizados
  • Não podemos ter empresas registradas como sociedade civil de profissão regulamentada, com benefícios fiscais
  • Não existe garantia de qualidade para os projetos aplicados na sociedade
  • Não podemos assinar a ART – Anotação de Responsabilidade Técnica, necessária para a produção de um produto em escala
  • Não existe o entendimento por parte das outras profissões sobre nosso papel dentro de um processo ou metodologia
  • Lutamos pela regulamentação há mais de 20 anos
A quem interessa:
  • Ao Poder Público: sem uma regulamentação, sem um registro profissional, seja municipal, estadual ou federal, ou mesmo as empresas para-estatais não podem comprar design por meio de licitação ou concorrência pública (Lei 8.666)
  • Ao usuário/consumidor: tudo o que produzimos e tem contato com o público necessita de um responsável. Sem um registro profissional não é possível ao Designer emitir uma ART (Anotação de Responsabilidade Técnica) exigido pela legislação para que determinados produtos sejam aceitos em compras públicas onde haja risco para seus usuários finais
  • Aos empresários/clientes: o design sendo uma atividade de alto risco, com algum tipo de ficalização é possível garantir que o cliente irá receber o melhor de um profissional. O design está entre as áreas que  têm espicificidades técnicas que precisam ser avaliadas por especialistas da área, semelhante à engenharia e à arquitetura
  • Aos profissionais de outras áreas: que integram equipes multidisciplinares com os designers e precisam entender as reais funções, métodos, qualificações e produtos gerados no design
  • Aos Designers: o profissional que por vários anos adquire uma formação e treinamento que lhe dá competência e o intitula a exercer esta especialidade mas que tem planos de cargos e salários estruturados.
“Regulamentar é criar mecanismo para garantir que o exercício da profissão resulte em benefícios para a coletividade” (Felipe Lopes da Cruz, designer e professor da UniBrasília)
 Fonte: ChocolaDesign


dezembro 03, 2010

Sobre Plágio e Cópia de Conteúdo

   ÍNICO
   Na internet existem regras , assim como existe em nosso cotidiano, e sei que muitas vezes, nós estamos passíveis a cometer certos erros por não saber o que podemos e não podemos fazer na web.

   O internauta, seja um blogueiro ou um usuário de uma rede social como o Twiiter, por exemplo, muitas vezes esquece que as relações entre nós brasileiros, mesmo a realizadas na internet, estão sujeitas à Lei.
   Aspectos legais:
a. Direitos Autorais: Direito autoral, direitos autorais ou direitos de autor são as denominações usualmente utilizadas em referência ao rol de direitos outorgados aos autores de obras intelectuais (literárias, artísticas ou científicas)
b. Plágio: é o ato de copiar ou imitar, sem engenho, as obras ou os pensamentos dos outros e apresentá-los como originais. É Assinar ou apresentar como seu ,obra artística ou científica de outrem.

fevereiro 16, 2010

Também diga não!


Dia 15 de novembro é o dia da Proclamação da República. E tratou-se também do dia da blogagem coletiva contra a aprovação do projeto de cibercrimes cometido pelo senador Eduardo Azeredo. Por causa dos motivos sintetizados no cartaz que ilustra este post, criado por Mario Amaya. Porque, como bem sintetizou Marcelo Träsel, “os bancos estão tentando impor uma legislação estúpida para deixarem de assumir a responsabilidade por tornar seus sistemas de transação eletrônica mais seguros”. Porque, como explicou Luciana Monte, sua redação dúbia possivelmente inviabiliza redes wi-fi e criminaliza condutas usuais e de boa-fé, como o envio de emails para uma lista visível de contatos, abrindo brechas para “a ameaça de um futuro Big Brother”, como profetizado no livro distópico de George Orwell. Porque esse projeto representa uma séria ameaça aos direitos civis, capaz de criminalizar atos como o desbloqueio de um telefone celular ou a transferência de músicas de um CD para um iPod com uma pena de até 4 anos de reclusão.Informe-se. Leia o projeto de lei do senador Azeredo a fim de inteirar-se sobre o assunto. Confira o relato de Daniel Pádua sobre a audiência pública sobre esse projeto, realizado na Câmara dos Deputados no dia 13 de novembro, mais notícias sobre o assunto no site do Ministério da Cultura e os outros posts da blogagem coletiva contra o vigilantismo. Participe da petição online pelo veto à “lei Azeredo”. Mas, sobretudo, não fique alheio a essa discussão, achando que ela não tem nada a ver com a sua vida. A pior atitude é a indiferença. Extraído de Livre? Livre Mesmo!!!